Albino Aroso é e perdurará como uma personalidade incontornável, ligada à saúde do século XX. Assim mesmo, sem qualquer acrescento ou adorno, mas… Saúde em conceito mais amplo que o confinado à abordagem da doença. O bem-estar pessoal e social do humano no seu todo, enquanto cidadão. Saúde da Mulher, sobretudo, com espírito pioneiro e até contra a corrente, ao tempo, em Portugal. Tocando, também, a saúde dos filhos, foi o responsável primeiro, pela mais espantosa queda do indicador de referência da saúde dos portugueses que é a taxa de mortalidade infantil. A Saúde da Mulher e da Criança. Subscrevemos, pois, a ideia que foi a personalidade médica que mais influenciou, positivamente, o nível de saúde e bem-estar dos portugueses. Ideia que foi já corroborada, pela atribuição de um galardão internacional que o coloca entre a escassa dezena de médicos que a nível mundial foram mais consistentes na sua ação, em prol da saúde das suas comunidades. Passou à escala global, portanto, ultrapassando fronteiras, mas acima de tudo, as mentalidades que na época as condicionavam. Mas aqui, na Associação Humanidades, queremos mantê-lo no meio de nós, como sempre esteve, à nossa escala e dimensão, evocando e preservando a memória do Homem, assim, como associado fundador e honorário, nosso primeiro Presidente da Mesa da Assembleia-Geral. E não cairá no nosso esquecimento, o fantástico acompanhamento e intervenção que manteve no tempo da constituição e do arranque da Associação Humanidades. Como não cairá no nosso esquecimento os contactos que nos proporcionou e que permitiram, com o aval do seu prestigiado nome, os primeiros recursos financeiros, então indispensáveis aos caminhos que iniciámos a trilhar. Como não poderá cair no nosso esquecimento o modo afável, fraterno, disponível e entusiástico com que foi acompanhando os nossos percursos, sempre disponível para apoiar, mesmo após a idade avançada o ter afastado mais de nós fisicamente. As instituições que não têm memórias, dificilmente, têm presente e não terão futuro. A Associação Humanidades terá futuro. Albino Aroso faz e fará parte desse futuro, pelas memórias que nos deixa. Estará connosco, inspirando-nos, continuamente, nessa arte que tão bem exercia de apoiar o outro. Sobretudo quando o outro é conjugado no Feminino.